As pessoas não podem imaginar os acontecimentos que sucedem uma ocorrência de repercusão como por exemplo a última crônica intitulada “Juri Popular”.
O Jovem morto no confronto passou a ser, para os olhos da maioria das pessoas desinformadas , uma vítima da brutalidade policial, pois, tinha apenas 14 anos. Para estas pessoas, um jovem nesta idade não poderia estar envolvido com o crime. A ocorrência passou a ser vista pela imprensa local como um prato cheio para o sensacionalismo. Uma Rádio local tinha um programa pela manhã chamado “Programa do Paulo Roberto” (Paulo Roberto é um nome fictício). Um programa destes que todas as rádio AM tem, onde o radialista conversa com pessoas, cria polêmicas, oferece músicas e serviços comunitário. Este radialista tinha um reporter de rua, que com uma unidade móvel percorria os bairros em busca de notícias fúteis e , um dia após o ocorrido, lá estava este tal repórter no velório do jovem morto no confronto. Com um microfone na mão, sem nenhuma informação oficial, ele passou a relatar ao vivo o que viu no velório:"- Olha Paulo Roberto, eu estou aqui, ao vivo, no velório do menininho morto covardemente pela Brigada Militar. A mãe do menininho, chorando compulsivamente me mostrou a camiseta que ele usava no dia em que foi morto e essa camiseta tem um furo enorme nas costas o que comprova que ele foi morto com o tiro de uma arma “Puma calibre 44” e foi pego de traição, pelas costas. Também estou vendo que ele levou facadas pelo peito, braços e pernas e teve a cabeça aberta por uma coronhada da “Puma calibre 44”. É uma cena impressionante Paulo Roberto, os brigadianos foram extremamente covardes e violentos."
Ouvi esses comentários e quase enlouqueci.“Meu Deus do céu como isso foi acontecer, quem esfaqueou aquele menino”. Pensei até que poderia ter sido a Guarnição que o levou ao hospital, em represália aos disparos contra os policiais. Eu conhecia um policial civil que trabalhava no IML local e fui até lá conversar com ele. Na conversa com o policial do IML ele disse também ter ouvido os comentários do repórter de rua e passou a me explicar o que o repórter vira no velório. As facadas que ele relata ter visto no menino no velório, na verdade são cortes feitos pelo médico legista para extrair, orgãos e artérias para a necrópsia. A coronhada na cabeça, nada mais é que a abertura da caixa craniana também para procedimentos da necrópsia e o tal tiro de “Puma calibre 44”, isso é uma alucinação de um repórter ignorante e inconseguente que após alguns meses teve que ceder um espaço para retratação no “Programa Paulo Roberto” o Show da Manhã.
Foi realmente repulsivo os comentários deste reporterzinho do interior.
ResponderExcluirSem embasamento verídico, buscando sensacionalismo despejou sobre a sociedade acusações errôneas . Tenho uma grande vontade de citar o nome desta pessoa que se diz profissional,mas vou acatar a tua vontade.
Não te esquece que para toda ação tem uma reação.
Ele vai receber o troco,se já não recebeu.
Te amo!!!
Gostei da tua iniciativa.
ResponderExcluirEsta visao da policia que tem que enfrentar a bandidagem e depois ser criticada pelos idiotas de plantao tem que ser difundida/divulgada.
parabens!
O que não falta é programas desse tipo na tv e no rádio.
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