O fator surpresa sempre foi a melhor arma de um policial e não foram poucas as vezes em que usamos esse fator para lograr êxito em nossas missões.
Eram aproximadamente 20:00 hs quando patrulhávamos o bairro Medianeira em Santa Maria. Depois de atuarmos nas áreas mais movimentadas do bairro, decidimos patrulhar os locais mais ermos. Saímos da avenida medianeira e ingressamos na Rua Heitor Campos em direção a Escola Irmão José Otão. Em uma velocidade de 20 km/h descíamos a rua calmamente observando tudo o que pudesse ser suspeito e, ao chegarmos na esquina com a rua Tamanday nos deparamos com uma cena inusitada. Na esquina, havia um bar com duas entradas uma com frente para a Heitor Campos e outra com frente para a Rua Tamanday e quando a viatura aproximou-se da porta de entrada da Heitor Campos, podemos visualizar no interior do bar um jovem com uma arma apontada para o proprietário do bar que estava atrás do balcão. Quando a viatura parou, ainda na Heitor Campos, e descemos, o indivíduo armado notou nossa presença e fugiu pela porta que fazia frente para a Rua Tamanday, porém, comigo no encalce dele a menos de três metros de distância. Correu por 30 metros coma arma em punho, virou uma esquina e se deparou com uma rua sem saída e, no desespero, parou e jogou a arma para cima de uma casa de dois pisos. Entregou-se. “Perdi Paim, perdi Paim!”. O assaltante era um vizinho do meu bairro que até então somente só envolvera com pequenos furtos e havia escolhido o dia errado para começar a efetuar assaltos. O Bairro em que morava na época, Vila Nonoai, era extremamente conturbado e conhecido por hospedar os maiores especialistas em arrombar e furtar objetos do interior de veículos. A Nonoai era um comércio a céu aberto de aparelhos de som furtados de veículos. Realizamos uma ofensiva tão grande no bairro, que em menos de um ano a Nonoai passou a ser um bairro tranqüilo e bom de morar. Foram 16 prisões e a viatura Blazer 3037 se tornara um martírio na vida dos marginais, e o terror que eles costumavam impor se tornou alvo inverso. É bem verdade que fomos autoritários em proibir os marginais de circular pelo seu próprio bairro, mas resolvemos o problema de mais de 2.500 moradores na época.
HAHA
ResponderExcluirNão foi o Boibo esse ai?
o boibo foi preso uma vez em circuntância parecida...
Tens razão em escrever que a Vila Nonoai (hoje, Bairro Nonoai)mudou muito.A corja de marginais que atuavam no Bairro sumiram.E Isto a comunidade deve a competência e o profissionalismo dos nossos policiais que com heroismo tiraram eles de circulação.
ResponderExcluirSei que, "só uma andorinha não faz verão,",mas não posso deixar de reconhecer que o teu "faro" policial é fora de série.
Sempre tive muito orgulho em ser tua filha, eu sempre pude dizer que meu "pai era meu herói"... Lendo esses relatos persebi que você tambem foi e é o Herói de muitas outras pessoas! Que Deus te ilumine sempre na tua profissão tão honrada e perigosa, que ele te proteja como te protegeu até hoje, sempre me sentirei segura enquanto estiver comigo, espero nunca te perder! EU TE AMO!
ResponderExcluirParou por quê? Te amo
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