quinta-feira, 22 de julho de 2010

NA HORA "H"

O fator surpresa sempre foi a melhor arma de um policial e não foram poucas as vezes em que usamos esse fator para lograr êxito em nossas missões.
Eram aproximadamente 20:00 hs quando patrulhávamos o bairro Medianeira em Santa Maria. Depois de atuarmos nas áreas mais movimentadas do bairro, decidimos patrulhar os locais mais ermos. Saímos da avenida medianeira e ingressamos na Rua Heitor Campos em direção a Escola Irmão José Otão. Em uma velocidade de 20 km/h descíamos a rua calmamente observando tudo o que pudesse ser suspeito e, ao chegarmos na esquina com a rua Tamanday nos deparamos com uma cena inusitada. Na esquina, havia um bar com duas entradas uma com frente para a Heitor Campos e outra com frente para a Rua Tamanday e quando a viatura aproximou-se da porta de entrada da Heitor Campos, podemos visualizar no interior do bar um jovem com uma arma apontada para o proprietário do bar que estava atrás do balcão. Quando a viatura parou, ainda na Heitor Campos, e descemos, o indivíduo armado notou nossa presença e fugiu pela porta que fazia frente para a Rua Tamanday, porém, comigo no encalce dele a menos de três metros de distância. Correu por 30 metros coma arma em punho, virou uma esquina e se deparou com uma rua sem saída e, no desespero, parou e jogou a arma para cima de uma casa de dois pisos. Entregou-se. “Perdi Paim, perdi Paim!”. O assaltante era um vizinho do meu bairro que até então somente só envolvera com pequenos furtos e havia escolhido o dia errado para começar a efetuar assaltos. O Bairro em que morava na época, Vila Nonoai, era extremamente conturbado e conhecido por hospedar os maiores especialistas em arrombar e furtar objetos do interior de veículos. A Nonoai era um comércio a céu aberto de aparelhos de som furtados de veículos. Realizamos uma ofensiva tão grande no bairro, que em menos de um ano a Nonoai passou a ser um bairro tranqüilo e bom de morar. Foram 16 prisões e a viatura Blazer 3037 se tornara um martírio na vida dos marginais, e o terror que eles costumavam impor se tornou alvo inverso. É bem verdade que fomos autoritários em proibir os marginais de circular pelo seu próprio bairro, mas resolvemos o problema de mais de 2.500 moradores na época.

4 comentários:

  1. HAHA
    Não foi o Boibo esse ai?
    o boibo foi preso uma vez em circuntância parecida...

    ResponderExcluir
  2. Tens razão em escrever que a Vila Nonoai (hoje, Bairro Nonoai)mudou muito.A corja de marginais que atuavam no Bairro sumiram.E Isto a comunidade deve a competência e o profissionalismo dos nossos policiais que com heroismo tiraram eles de circulação.
    Sei que, "só uma andorinha não faz verão,",mas não posso deixar de reconhecer que o teu "faro" policial é fora de série.

    ResponderExcluir
  3. Sempre tive muito orgulho em ser tua filha, eu sempre pude dizer que meu "pai era meu herói"... Lendo esses relatos persebi que você tambem foi e é o Herói de muitas outras pessoas! Que Deus te ilumine sempre na tua profissão tão honrada e perigosa, que ele te proteja como te protegeu até hoje, sempre me sentirei segura enquanto estiver comigo, espero nunca te perder! EU TE AMO!

    ResponderExcluir